Ataque: EUA e Israel tentam neutralizar ameaças significativas vindas do Irã

Regime iraniano é historicamente acusado de financiar e armar grupos extremistas em outros países do Oriente Médio

Sábado, 28 de Fevereiro de 2026

Márcia Pinheiro


Ataque: EUA e Israel tentam neutralizar ameaças significativas vindas do Irã

Imagem: Ilustrativa/Freepik

Estados Unidos e Israel lançaram ataques militares diretos contra alvos no Irã, em uma operação coordenada que envolveu bombardeios aéreos e mísseis sobre Teerã e outras cidades estratégicas. Explosões foram ouvidas em várias regiões iranianas ao longo do sábado.

Segundo as autoridades dos EUA e de Israel, o objetivo era neutralizar ameaças significativas vindas do regime iraniano, especialmente relacionadas ao seu programa nuclear e à influência militar regional do país, que historicamente financia e arma grupos extremistas em outros países do Oriente Médio.

O ataque foi intensificado após negociações entre Washington e Teerã fracassarem, com Irã rejeitando limites severos ao seu programa nuclear e mostrando desinteresse em controlar seu arsenal de mísseis e grupos proxy.

Retaliação do Irã

Em resposta às ofensivas de Estados Unidos e Israel, o Irã lançou uma forte retaliação no mesmo dia, disparando mísseis e drones contra alvos israelenses e bases militares americanas no Oriente Médio, incluindo Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait e outras localidades onde forças ocidentais estão posicionadas.

Teerã prometeu uma resposta “decisiva e esmagadora” e declarou que todos os ativos dos EUA e de Israel na região se tornaram alvos legítimos, numa clara escalada do conflito.

Perspectiva do Brasil

O governo brasileiro condenou os ataques militares de Estados Unidos e Israel contra o Irã, classificando-os como uma grave violação da lei internacional e lembrando que o diálogo diplomático é o único caminho para a paz no Oriente Médio. O Itamaraty também expressou preocupação com a escalada e a necessidade de proteger civis, inclusive brasileiros na região.

Contexto geral

O Irã é visto por Washington e Jerusalém como uma ameaça persistente devido ao seu programa nuclear e ao seu apoio a grupos militantes, o que tem alimentado tensões há décadas. 

A ofensiva representa uma mudança significativa, fazendo com que um conflito que antes era indireto se torne um confronto militar aberto entre potências.