Julho deve concentrar as temperaturas mais baixas do ano, com massas de ar polar e geadas; influência do El Niño pode elevar os termômetros
Sexta, 19 de Junho de 2026
Eliane Menezes
Imagem: Ilustrativa/Magnific
*Estagiária sob supervisão de Marcia Pinheiro
O inverno deste ano começa oficialmente neste domingo, às 5h24, no horário de Brasília, com a chegada do solstício de inverno, que marca a noite mais longa do ano.
De acordo com a Climatempo a estação será marcada por um contraste entre um início rigoroso e aumento de temperaturas na segunda metade da temporada. A previsão indica que o frio ficará concentrado principalmente nas primeiras semanas do inverno, enquanto agosto e setembro tendem a registrar períodos de calor acima da média em diversas regiões do país.
Julho deve ser o mês mais frio deste período, com expectativa de que duas fortes massas de ar polar avancem pelo território nacional, uma na metade e outra no final do mês, provocando quedas acentuadas de temperatura, geadas e até registros abaixo de zero em áreas do Sul e do Sudeste.
A possibilidade de neve, fenômeno raro no Brasil, também aumenta durante o período. As maiores chances estão concentradas em áreas de maior altitude das serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, especialmente nos primeiros dias da estação e ao longo do mês de julho.
Já em agosto, a partir da segunda quinzena, a tendência é de enfraquecimento das massas de ar frio. Com isso, as temperaturas devem voltar a subir gradativamente, ficando em alguns períodos acima da média histórica da época. Os meteorologistas apontam que agosto poderá registrar picos de calor no Centro- Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste. Em setembro, já nas últimas semanas do inverno, aumenta o risco de ocorrência de ondas de calor, principalmente nessas regiões.
Influência do El Niño na segunda metade do Inverno
Além das condições típicas da estação, os meteorologistas acompanham a evolução do El Niño, que voltou a se formar oficialmente na primeira semana de junho. O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, vem se intensificando rapidamente e pode alcançar intensidade forte a muito forte nos próximos meses. A expectativa é que seus impactos sejam mais perceptíveis na segunda metade da estação, contribuindo para o enfraquecimento das massas de ar frio e favorecendo períodos de calor acima da média em várias regiões do país. O El Niño também tende a influenciar o regime de chuvas, mantendo condições mais úmidas no Sul e reforçando o tempo mais seco e quente em áreas do Norte e Nordeste.
