Após ser declarado morto, bebê segue em recuperação; família testemunha milagre

Caso é tratado como testemunho de esperança e fé

Terça, 21 de Julho de 2026

Márcia Pinheiro


Após ser declarado morto, bebê segue em recuperação; família testemunha milagre

Imagem: Reprodução / Redes Sociais

A história do pequeno Noah Gabriel da Cruz Santos, de apenas 1 mês, continua emocionando o Brasil. O bebê, que chegou a ser declarado morto após uma parada cardiorrespiratória na Santa Casa de Rio Claro (SP), está vivo, segue recebendo tratamento especializado e apresenta sinais que enchem a família de esperança.

Noah foi transferido na última sexta-feira (17) para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (USP), o Centrinho, em Bauru, onde dará continuidade ao tratamento. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, a mãe, Letícia, contou que o filho está se mexendo, abrindo os olhos e movimentando as pernas. "A gente olha para ele e fica maravilhado", disse.

O caso foi classificado pela própria Santa Casa de Rio Claro como "um dos episódios mais inexplicáveis de sua história centenária". Em nota, o hospital afirmou que toda a equipe da UTI Neonatal ficou profundamente impactada com o ocorrido e reconheceu que, para muitos profissionais e familiares, o episódio é visto como "um verdadeiro milagre".

Segundo a instituição, Noah sofreu uma parada cardiorrespiratória no dia 15 de julho, data em que completava um mês de vida. Após cerca de 45 minutos de manobras de reanimação, seguindo os protocolos da Sociedade Brasileira de Pediatria, o óbito foi constatado.

Cerca de duas horas depois, porém, sinais vitais foram percebidos pela auxiliar de agente funerário Regina Célia Paschoal, de 58 anos, que trabalha há 17 anos na área. Ela contou que notou o saco funerário se movimentando e imediatamente chamou o colega Matheus Batagello para avisar a equipe médica.

Enquanto o hospital era acionado, Regina iniciou massagens cardíacas no bebê e repetia emocionada: "Acorda, você está vivo". Pouco depois, a equipe médica retornou, reanimou Noah e o readmitiu na UTI Neonatal.

A mãe da criança também fez questão de defender o atendimento recebido na Santa Casa. Segundo Letícia, não houve negligência médica e toda a equipe se empenhou para salvar a vida do filho. "Eu vi o quanto a doutora lutou para tentar reanimá-lo", afirmou.

Prematuro e diagnosticado com fenda palatina, Noah já aguardava uma vaga para tratamento especializado no Centrinho da USP antes do episódio. Agora, sob cuidados da equipe de Bauru, o bebê segue internado, vivo e em recuperação, enquanto sua história continua sendo vista por muitos como um testemunho de esperança e fé.