Estação de Tratamento de Esgoto, em Queimados, foi inaugurada nesta segunda-feira (22)
Segunda, 22 de Junho de 2026
Márcia Pinheiro
Foto: Marcia Pinheiro
A inauguração da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Queimados marca um novo capítulo para o saneamento básico na Baixada Fluminense. Com capacidade para tratar até 51 milhões de litros de esgoto por dia, a unidade vai beneficiar cerca de 270 mil moradores de Queimados, Japeri e áreas de Nova Iguaçu, além de contribuir para a recuperação da Bacia do Guandu, responsável pelo abastecimento de água de aproximadamente 9 milhões de pessoas na Região Metropolitana do Rio. A inauguração da ETE contou com a presença do Ministro das Cidades, Vladimir Lima, e do presidente da Águas do Rio, Anselmo Leal, entre autoridades locais. Em entrevista, Anselmo Leal fala sobre os impactos da obra, os benefícios para a população e os desafios da universalização do saneamento até 2033.
A Baixada Fluminense acaba de ganhar uma nova estação de tratamento de esgoto. Qual a importância dessa entrega?
Anselmo Leal: Essa é uma obra histórica para a região. Estamos falando de um sistema que vai beneficiar cerca de 270 mil pessoas de Queimados, Japeri e também áreas de Nova Iguaçu. É o primeiro passo de uma longa jornada para levar saneamento a todos os fluminenses até 2033. Para a Águas do Rio, é um privilégio participar dessa transformação.
Quais serão os principais impactos para a população?
O principal impacto é a chegada do esgotamento sanitário a cidades que nunca tiveram uma estrutura adequada de coleta e tratamento de esgoto. Isso significa mais saúde, qualidade de vida, valorização dos imóveis e dignidade para milhares de famílias. É uma mudança que vai beneficiar as gerações atuais e futuras.
A obra também traz benefícios ambientais?
Sem dúvida. Hoje, essa estação vai retirar do Rio Guandu cerca de 51 milhões de litros de esgoto por dia que antes eram lançados sem tratamento. Todo esse volume passará a ser tratado aqui. Isso melhora a qualidade da água do Guandu, que é o manancial responsável pelo abastecimento de aproximadamente 9 milhões de fluminenses na Região Metropolitana do Rio.
Como essa entrega se conecta com as metas do Marco Legal do Saneamento?
Essa obra representa exatamente o que o Marco Legal propõe: ampliar o acesso ao saneamento, proteger os recursos hídricos e melhorar a qualidade de vida da população. É um divisor de águas para a Baixada Fluminense e um avanço concreto rumo à universalização dos serviços.
Além dos benefícios diretos à população, a obra também gerou oportunidades de emprego?
Sim. O saneamento tem essa característica muito positiva de transformar vidas de várias formas. A obra gerou empregos para moradores da região e fortaleceu a economia local. Hoje, a Águas do Rio conta com cerca de 8 mil colaboradores e, considerando fornecedores, são aproximadamente 15 mil pessoas trabalhando nessa missão. Temos orgulho de dizer que cerca de 5 mil colaboradores são moradores de comunidades.
Qual a importância de contratar pessoas das próprias comunidades atendidas?
É muito especial porque essas pessoas trabalham onde vivem. Elas sabem a importância desse serviço para seus vizinhos e familiares. Isso gera mais dedicação e o sentimento de estar deixando um legado permanente para o lugar onde nasceram e cresceram.
Que mensagem o senhor deixa para a população neste momento?
Hoje é um dia para ser celebrado. Estamos iniciando uma transformação histórica na Baixada Fluminense. Mas o saneamento não depende apenas de obras; ele também passa pela conscientização da população. Precisamos que todos participem dessa jornada para que os benefícios sejam duradouros. Nosso compromisso é seguir trabalhando para que o saneamento chegue a todos os fluminenses até 2033.
