Michelle Bolsonaro passa a ser a principal interlocutora do ex-presidente
Terça, 14 de Julho de 2026
Márcia Pinheiro
Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, criticou nesta segunda-feira (13) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supermo Tribunal Federal, que proibiu novas visitas dele ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em transmissão nas redes sociais, Flávio afirmou que a medida representa uma tentativa de interferência nas eleições e negou que Bolsonaro tenha orientado a divulgação de uma carta em apoio à sua pré-candidatura. O ministro entendeu que a publicação pode indicar descumprimento da proibição de uso das redes sociais, direta ou indiretamente, pelo ex-presidente.
Durante a live, Flávio também comparou as restrições impostas a Bolsonaro às condições de prisão do presidente Lula, afirmou que acionou a OAB para defender suas prerrogativas como advogado do pai e criticou o governo federal pela condução das negociações com os Estados Unidos sobre a possível imposição de novas tarifas a produtos brasileiros. Ao final, disse esperar receber a faixa presidencial das mãos de Jair Bolsonaro caso seja eleito em outubro.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes que proibiu Flávio Bolsonaro de visitar o pai gerou reação entre aliados do ex-presidente. Nos bastidores, a avaliação é que a medida fortalece Michelle Bolsonaro como principal interlocutora de Jair Bolsonaro durante a campanha, ao mesmo tempo em que alimenta a narrativa do grupo de que o STF estaria perseguindo politicamente o ex-presidente e interferindo no processo eleitoral.
