Fósseis de árvores gigantes reacendem debate sobre evidências do Dilúvio

Apesar das diferentes interpretações, descoberta continua alimentando o debate entre ciência e fé

Quinta, 11 de Junho de 2026

Márcia Pinheiro


Fósseis de árvores gigantes reacendem debate sobre evidências do Dilúvio

Imagem: Ilustrativa / Magnific

Troncos de árvores fossilizados encontrados em posição vertical atravessando diversas camadas de rocha nos Estados Unidos têm chamado a atenção de pesquisadores e defensores da cosmovisão bíblica. Conhecidos como fósseis polistratificados, esses registros foram identificados em locais como o Parque Nacional de Yellowstone, no Wyoming, e o Monumento Nacional Florissant Fossil Beds, no Colorado.

Segundo estudiosos que defendem uma interpretação literal das Escrituras, essas formações podem representar evidências compatíveis com o relato do Dilúvio registrado em Gênesis. Eles argumentam que árvores desse porte não permaneceriam intactas por milhões de anos enquanto sedimentos se acumulassem lentamente ao seu redor. Em vez disso, acreditam que os troncos foram soterrados rapidamente por grandes volumes de sedimentos durante uma catástrofe de proporções globais.

O grupo Noah's Ark Scans, que pesquisa possíveis vestígios da Arca de Noé na Formação Durupinar, na Turquia, afirma que os fósseis se encaixam melhor em um cenário de soterramento repentino. Para os pesquisadores, os registros geológicos observados seriam consistentes com a descrição bíblica do Dilúvio.

O que diz a Palavra de Deus

De acordo com a Bíblia, Deus advertiu Noé sobre o juízo que viria sobre a Terra e ordenou a construção de uma arca para preservar sua família e os animais (Gênesis 6:13-22). O texto relata que "as fontes do grande abismo se romperam, e as comportas dos céus se abriram" (Gênesis 7:11), provocando quarenta dias e quarenta noites de chuva intensa (Gênesis 7:12).

Criacionistas como Ian Juby destacam que fósseis polistratificados são encontrados em diversas partes do mundo. Para eles, a presença desses troncos atravessando múltiplas camadas sedimentares sugere eventos de deposição rápida, compatíveis com grandes inundações. Juby cita ainda os Penhascos Fósseis de Joggins, no Canadá, onde árvores fossilizadas aparecem preservadas em meio a extensas camadas de sedimentos.

A discussão, no entanto, permanece aberta. Geólogos que seguem a interpretação convencional da história da Terra afirmam que o soterramento rápido pode ocorrer durante desastres locais, como erupções vulcânicas, enchentes e deslizamentos, sem necessariamente indicar um dilúvio global. Para esses pesquisadores, os fósseis não contradizem a cronologia geológica tradicional.

Apesar das diferentes interpretações, a descoberta continua alimentando o debate entre ciência e fé. Para muitos cristãos, evidências como essas reforçam a confiabilidade das Escrituras e o relato bíblico do Dilúvio, descrito em Gênesis como um dos acontecimentos mais marcantes da história da humanidade. Conforme afirma 2 Pedro 3:6, "pela água também o mundo daquele tempo foi submerso e destruído".