Dias Toffoli foi afastado do caso após a divulgação de um relatório da Polícia Federal
Sexta, 13 de Fevereiro de 2026
Márcia Pinheiro
Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O ministro André Mendonça foi definido, por sorteio, como o novo relator do processo envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele substitui o ministro Dias Toffoli, que deixou o caso após a divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF) citando seu nome.
Contexto da redistribuição
A saída de Toffoli ocorreu na quinta-feira (12) após reunião com o presidente da Corte, Edson Fachin, para tratar de dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, dono do banco. O sorteio seguiu o regimento interno do STF.
Esta é a segunda vez que Mendonça assume uma investigação iniciada por Toffoli. Em 2025, ele tornou-se relator do inquérito sobre descontos indevidos no INSS (Operação Sem Desconto), esquema que movimentou cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
Próximos passos e perfil
Interlocutores do tribunal indicam que Mendonça deve adotar uma postura de discrição e rigor técnico, focando em aspectos processuais para reduzir a crise institucional. As principais diretrizes esperadas são:
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Manutenção no STF: Inicialmente, o caso deve permanecer na Corte, embora uma possível remessa para a primeira instância esteja sob análise.
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Análise Minuciosa: O ministro deve avaliar o material produzido pela PF antes de proferir novos despachos ou reavaliar medidas anteriores.
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Conexão de Casos: Existe a possibilidade de as investigações do INSS e do Banco Master se cruzarem devido à amplitude dos envolvidos.
Histórico Recente
Sob a condução de Mendonça no caso INSS, autoridades como o senador Weverton Rocha (PDT-MA) foram alvo de buscas, e o advogado Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como operador financeiro, foi preso. O ministro, indicado por Jair Bolsonaro, é reconhecido internamente por priorizar decisões fundamentadas e evitar manifestações fora dos autos.





