Casos suspeitos de Ebola no Rio e em São Paulo são descartados

Vigilância internacional continua concentrada principalmente em países africanos onde o vírus já causou surtos

Segunda, 01 de Junho de 2026

Márcia Pinheiro


Casos suspeitos de Ebola no Rio e em São Paulo são descartados

Imagem: Ilustrativa / Freepik

A Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo informou que o homem classificado com suspeita de vírus Ebola teve o resultado positivo para a bactéria da meningite meningocócica. O diagnóstico foi confirmado pelo Instituto Adolfo Lutz.

A investigação foi feita de forma preventiva após a identificação de critérios clínicos e epidemiológicos compatíveis com o caso suspeito.

O paciente, um imigrante da República Democrática do Congo, segue internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Suspeita no Rio de Janeiro

No domingo (31), a Fundação Oswaldo Cruz descartou um caso suspeito de Ebola em um paciente vindo de Uganda e internado no Rio de Janeiro. O homem estava isolado no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas após apresentar sintomas como tosse, calafrios e diarreia. Segundo a Fiocruz, o risco de transmissão da doença no Brasil é baixo.

Entenda a doença

O Ebola é uma doença viral grave causada por vírus do gênero Ebolavirus, conhecida por provocar surtos com altas taxas de mortalidade, especialmente em países da África. A transmissão ocorre pelo contato direto com sangue, secreções ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas, além do contato com animais contaminados. Os sintomas iniciais incluem febre, fraqueza, dores musculares, dor de cabeça e garganta inflamada, podendo evoluir para vômitos, diarreia, hemorragias e falência de órgãos em casos mais graves.

Casos na África

Em 2026, a vigilância internacional continua concentrada principalmente em países africanos onde o vírus já causou surtos anteriormente, como Uganda, República Democrática do Congo e outros da região central e oriental do continente. Organizações de saúde mantêm sistemas de monitoramento, rastreamento de contatos e campanhas de vacinação em áreas de risco para evitar a disseminação da doença. Embora casos suspeitos possam surgir em outros países devido ao aumento da mobilidade internacional, especialistas consideram baixo o risco de transmissão sustentada em locais com sistemas de saúde preparados para identificar rapidamente pacientes, realizar isolamento e adotar medidas de controle.