Mulher convertida ao cristianismo precisa de atendimento urgente, mas autoridades iranianas recusaram tratamento
Segunda, 01 de Junho de 2026
Eliane Menezes
Imagem: Ilustrativa/ Freepik
*Estagiária sob supervisão de Marcia Pinheiro
Uma cristã presa por sua fé no Irã foi impedida de realizar uma cirurgia necessária para a retirada de dois tumores. A mulher, de 50 anos, está detida na Prisão de Evin, em Teerã, e enfrenta graves problemas de saúde.
Segundo informações da Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), ela sofre de uma doença cardíaca e foi diagnosticada com um tumor no cérebro e outro na garganta. O tumor cerebral já compromete seu equilíbrio, fala e movimentos, enquanto o segundo continua crescendo de forma visível.
Apesar da necessidade de atendimento médico urgente, as autoridades iranianas negaram a realização da cirurgia. O pedido de liberdade condicional da detenta também foi rejeitado.
A mulher cumpre uma pena de dois anos de prisão após se converter ao cristianismo. Organizações de direitos humanos denunciam que a falta de assistência médica a presos no Irã é uma prática recorrente e já foi apontada em relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU).
Outros cristãos detidos no país também relataram dificuldades para receber atendimento médico adequado. Casos semelhantes foram registrados nos últimos anos envolvendo outros presos por motivos religiosos.
O Irã é considerado um dos países mais restritivos à liberdade religiosa. Cristãos convertidos do islamismo podem enfrentar perseguição, prisão e outras punições por causa da fé. Atualmente, o país ocupa a 10ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, elaborada pela organização cristã Portas Abertas.
