Estudo da USP aponta ganhos na memória, cognição e qualidade de vida
Quarta, 22 de Julho de 2026
Christianne Almeida
Imagem: Ilustrativa / Magnific
*Estagiária sob supervisão de Marcia Pinheiro
No Dia Mundial do Cérebro, celebrado em 22 de julho, especialistas reforçam a importância dos cuidados com a saúde cerebral ao longo da vida. Em um cenário de envelhecimento acelerado da população brasileira, atividades que estimulam o cérebro têm se mostrado aliadas na preservação da memória, da atenção, da concentração e do raciocínio, contribuindo para um envelhecimento mais saudável e autônomo.
Segundo o Censo 2022 do IBGE, o Brasil tem mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. A projeção é que, até 2070, esse grupo represente cerca de 37,8% da população, ampliando a necessidade de iniciativas voltadas à promoção da saúde cerebral.
Estudo aponta benefícios da estimulação cognitiva
Uma pesquisa realizada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com pesquisadores da instituição e com a rede de estimulação cognitiva Supera, demonstrou os impactos positivos da prática regular de exercícios voltados ao cérebro.
Publicado na revista científica International Psychogeriatrics, o estudo acompanhou 207 idosos saudáveis durante 18 meses. Após um ano de atividades, os participantes apresentaram aumento de 45% na memória e melhora de 11% nas funções executivas. Ao final do acompanhamento, a cognição geral avançou aproximadamente 10%.
Os pesquisadores também observaram redução de 29% nos sintomas depressivos e aumento de 7% na qualidade de vida dos participantes.
A metodologia utilizada reúne exercícios cognitivos, jogos, dinâmicas em grupo, atividades neuróbicas, uso do ábaco e recursos digitais, fundamentados em conceitos da neurociência, como neuroplasticidade e reserva cognitiva.
Cresce a procura por atividades voltadas ao cérebro
O aumento da população idosa também tem impulsionado a procura por programas de estimulação cognitiva em todo o país. Além dos benefícios para a memória e outras funções mentais, essas atividades buscam promover maior independência e qualidade de vida durante o envelhecimento.
