Pesquisadores também observaram redução da atividade em regiões ligadas à percepção da dor
Sexta, 17 de Julho de 2026
Márcia Pinheiro
Imagem: Ilustrativa / Magnific
A oração, prática central da vida cristã, também tem despertado o interesse da ciência. Um estudo conduzido pelo neurocientista Andrew Newberg, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, mostrou que momentos de oração profunda podem provocar mudanças significativas na atividade cerebral.
Na pesquisa, freiras foram submetidas a exames de imagem enquanto oravam. Os resultados revelaram aumento do fluxo sanguíneo em áreas do cérebro relacionadas à concentração, à empatia e às decisões morais. Ao mesmo tempo, houve redução da atividade em regiões ligadas à percepção da dor e do espaço ao redor.
Segundo os pesquisadores, essas alterações podem explicar por que muitas pessoas relatam paz, conforto e alívio durante a oração. Embora o estudo não afirme que a oração cure doenças, ele reforça que a prática pode contribuir para o bem-estar emocional e mental.
Para os cristãos, a ciência apenas confirma o valor de um hábito ensinado nas Escrituras há milhares de anos. A Bíblia incentiva os fiéis a apresentarem suas preocupações a Deus em oração. Em Filipenses 4:6-7, o apóstolo Paulo escreve: "Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus."
O estudo reforça que, além do fortalecimento da fé e do relacionamento com Deus, a oração também pode trazer benefícios que hoje começam a ser observados pela ciência.
