Mais de 3,5 milhões de brasileiros aptos a votar têm até 18 anos
Quinta, 23 de Julho de 2026
Márcia Pinheiro
Imagem: Ilustrativa / Magnific
A menos de três meses das eleições gerais, marcadas para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro, um movimento de jovens evangélicos tem ganhado força nas redes sociais e ampliado a presença da pauta conservadora no debate político. A mobilização ocorre principalmente por meio de vídeos curtos no TikTok, Instagram e WhatsApp, produzidos por influenciadores independentes, sem vínculo oficial com igrejas ou lideranças religiosas.
Os conteúdos defendem posições alinhadas à direita e abordam temas como liberdade religiosa, família, aborto e identidade de gênero, frequentemente relacionando essas pautas a princípios bíblicos. Diferentemente do cenário de 2022, quando pastores e grandes lideranças tiveram papel central na comunicação política, a atual mobilização é mais descentralizada e impulsionada por criadores de conteúdo que dialogam diretamente com o público jovem nas plataformas digitais.
Pesquisas de opinião divulgadas em 2026 indicam que o eleitorado evangélico continua sendo um dos segmentos mais resistentes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Levantamentos também mostram vantagem de candidatos da direita nesse grupo, embora o comportamento eleitoral possa variar conforme o cenário e a metodologia de cada pesquisa.
Pefil jovem
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 158,7 milhões de brasileiros estão aptos a votar nas Eleições 2026. Entre eles, 3,57 milhões têm até 18 anos, enquanto a faixa de 21 a 34 anos reúne mais de 41 milhões de eleitores, demonstrando o peso do voto jovem na definição do resultado das urnas. O TSE também destaca que jovens que completaram 16 anos até 4 de outubro e solicitaram o título dentro do prazo podem participar da eleição, na qual serão escolhidos presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais.
