Medida deve entrar em vigor em 2027 e afetará plataformas populares
Quarta, 17 de Junho de 2026
Christianne Almeida
Imagem: Ilustrativa / Magnific
*Estagiária sob supervisão de Marcia Pinheiro
O governo do Reino Unido anunciou um plano para impedir que menores de 16 anos utilizem redes sociais como Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, Snapchat e X. A proposta foi apresentada pelo primeiro-ministro Keir Starmer e deverá ser encaminhada ao Parlamento ainda este ano, com previsão de entrada em vigor na primavera de 2027.
Segundo as autoridades britânicas, a medida busca ampliar a proteção de crianças e adolescentes contra riscos no ambiente digital. O projeto também prevê restrições a recursos considerados prejudiciais, como transmissões ao vivo e contato com desconhecidos, além de incluir plataformas de jogos online.
Aplicativos de mensagens privadas, como WhatsApp e Signal, não serão atingidos pelas novas regras. O governo afirma que a iniciativa pretende oferecer mais segurança para os jovens e auxiliar pais e responsáveis na supervisão do uso da internet.
O Reino Unido segue uma tendência já adotada ou estudada por outros países. Espanha, Malásia, França, Dinamarca e Noruega anunciaram medidas semelhantes, enquanto a Austrália foi pioneira ao implementar uma proibição para menores de 16 anos em diversas plataformas.
Apesar do avanço das restrições, especialistas apontam desafios para a fiscalização. Na Austrália, pesquisas indicaram que muitos adolescentes conseguiram contornar os bloqueios e continuar acessando redes sociais mesmo após a entrada em vigor da legislação.
Entidades de defesa da infância receberam positivamente a proposta britânica, mas ressaltaram que a proibição, por si só, não resolve todos os problemas. As organizações defendem que empresas de tecnologia também sejam responsabilizadas por garantir ambientes digitais mais seguros para crianças e adolescentes.
Empresas do setor, como a Meta e a Snap, manifestaram preocupação com a iniciativa. As companhias argumentam que uma proibição total pode afastar jovens de espaços com mecanismos de proteção e levá-los para plataformas menos regulamentadas.
