Mudança alcançará cerca de cinco milhões de estudantes
Terça, 30 de Junho de 2026
Márcia Pinheiro
Imagem: Ilustrativa / Magnific
O Conselho Estadual de Educação do Texas, nos Estados Unidos, aprovou uma medida que torna obrigatória a inclusão de histórias bíblicas no currículo das escolas públicas. A mudança, aprovada por 9 votos a 5, passará a valer em 2030 e alcançará cerca de cinco milhões de estudantes.
Entre os textos previstos estão relatos sobre Adão e Eva, a sarça ardente no livro de Êxodo, passagens do Novo Testamento sobre Jesus e a Parábola do Filho Pródigo.
Segundo o conselheiro republicano Brandon Hall, a decisão representa o retorno da Bíblia às escolas públicas após cerca de 60 anos. Defensores da medida afirmam que as tradições judaico-cristãs fazem parte da formação histórica e cultural dos Estados Unidos.
Além dos textos bíblicos, a lista obrigatória inclui obras como Grandes Esperanças, de Charles Dickens, A Tragédia de Júlio César, de William Shakespeare, o discurso "Eu Estive no Topo da Montanha", de Martin Luther King Jr., e um pronunciamento da ex-primeira-ministra Margaret Thatcher em homenagem ao ex-presidente Ronald Reagan.
A decisão gerou críticas de organizações ligadas à educação e às liberdades civis. Felicia Martin, diretora-executiva da Texas Freedom Network, afirmou que a medida privilegia o cristianismo em relação a outras tradições religiosas.
Para a colunista Nicole Russell, do USA Today, ensinar a Bíblia nas escolas públicas não deveria ser motivo de controvérsia, por seu valor histórico, literário e moral.
A aprovação amplia uma série de iniciativas no Texas voltadas à valorização de princípios cristãos na educação. No ano passado, o estado determinou a exibição dos Dez Mandamentos nas salas de aula, medida que foi mantida por um tribunal federal de apelações neste ano.
Durante um evento sobre liberdade religiosa em Washington, o presidente Donald Trump comentou a decisão e afirmou que "a religião está de volta ao nosso país, maior e mais forte do que tem sido em muitos e muitos anos".
