Testemunhos mostram como acolhimento fortalece vítimas da violência
Quinta, 02 de Julho de 2026
Christianne Almeida
Imagem: Ilustrativa / Magnific
*Estagiária sob supervisão de Marcia Pinheiro
Um ano após o atentado contra a Igreja Mar Elias, em Damasco, na Síria, cristãos seguem enfrentando as marcas deixadas pelo ataque que matou e feriu dezenas de pessoas durante um culto, em 22 de junho de 2025. Apesar da dor, relatos de sobreviventes apontam que o acolhimento da comunidade cristã tem sido fundamental para a reconstrução emocional e espiritual das famílias afetadas.
Entre os testemunhos está o de Jenny, que perdeu o pai no atentado. Ela conta que encontrou consolo no apoio recebido da igreja local e de cristãos de diferentes países, que demonstraram solidariedade nos meses seguintes à tragédia.
Segundo a jovem, esse cuidado a ajudou a enfrentar o luto e a recuperar a esperança. Após passar por acompanhamento para lidar com o trauma, Jenny decidiu se tornar conselheira voluntária para apoiar outras pessoas que viveram experiências semelhantes.
Mesmo com o medo deixado pelo ataque, ela afirma que voltou a frequentar os cultos e incentiva outros cristãos a fazerem o mesmo, destacando que a igreja continua sendo um lugar de comunhão e fortalecimento da fé.
A Síria ocupa a sexta posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, elaborada pela organização Portas Abertas, que acompanha a situação dos cristãos em países onde enfrentam perseguição religiosa. De acordo com a entidade, além da violência, muitas vítimas necessitam de acompanhamento emocional e espiritual para superar os traumas provocados pelos ataques.
Para Jenny, a tragédia não encerrou a história da igreja local. Ela acredita que, mesmo diante das perdas, a fé e o apoio mútuo têm fortalecido a comunidade cristã e renovado a esperança de quem continua perseverando em meio às dificuldades.
