Corrente de oração marca buscas por irmãos desaparecidos no Maranhão

Mais de 500 pessoas estão mobilizadas para encontrar as crianças que sumiram no dia 4 de janeiro

Quinta, 15 de Janeiro de 2026

Márcia Pinheiro


Corrente de oração marca buscas por irmãos desaparecidos no Maranhão

Imagem: Reprodução / Redes Sociais

As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro, entraram em um momento decisivo na quarta-feira (14), quando completaram 11 dias de desaparecimento no interior do Maranhão. As crianças sumiram no domingo, 4 de janeiro, após saírem de casa para brincar em uma área de mata no território quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal.

Desde então, o caso tem gerado profunda comoção em todo o estado e mobilizado uma grande força-tarefa formada por mais de 500 pessoas, entre voluntários, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil e até militares do Exército Brasileiro. Em meio à dor e à incerteza, a fé tem sido o principal sustento da família e da comunidade local.

Casa da família se torna altar de intercessão

Diante da angústia da espera, a residência da mãe das crianças se transformou em um verdadeiro ponto de clamor e intercessão. Membros da Igreja Assembleia de Deus estiveram no local para um momento de oração fervorosa, pedindo a Deus pelo retorno seguro de Ágatha e Allan e pelo consolo do coração da família.

Registros do encontro mostram fiéis reunidos em forte clamor, com mãos estendidas e lágrimas nos olhos, reforçando a corrente de solidariedade espiritual que se formou em torno do caso. Enquanto as investigações seguem no terreno, igrejas e grupos de oração mantêm vigílias constantes, crendo em um milagre.

Nova fase das buscas inclui lago e uso de tecnologia

Nesta quinta-feira (15), os socorristas iniciaram uma nova fase das operações, com mergulhadores do Corpo de Bombeiros realizando buscas no lago Limpo. A ação começou ainda na quarta-feira (14) e deve se estender também a outro lago da região. A área é cercada pelo rio Mearim e por diversos lagos, o que amplia a complexidade da operação.

A decisão de intensificar as buscas no lago ocorreu após o relato de Anderson Kauã, primo das crianças, que também havia desaparecido junto com elas e foi encontrado sozinho no dia 7 de janeiro, após 72 horas perdido na mata. Segundo o menino, eles teriam passado pelo lago Limpo, e ele teria deixado os primos no local enquanto saiu para buscar ajuda.

Para otimizar o trabalho, as equipes passaram a utilizar um aplicativo de geolocalização, que mapeia as rotas percorridas pelos socorristas e ajuda a localizar rapidamente qualquer integrante que se afaste do grupo.

Esperança permanece viva

Apesar de voluntários terem encontrado peças de roupas infantis em uma área próxima, a polícia confirmou, após perícia, que os itens não pertencem às crianças desaparecidas. Até o momento, não há informações concretas sobre o paradeiro de Ágatha e Allan.

Ainda assim, a localização de Anderson dias após o sumiço mantém a esperança viva. Em nota, o Corpo de Bombeiros declarou: “Com fé em Deus, haveremos de encontrar em brevíssimo tempo alguma pista que leve à localização da Ágatha e do Michael.”

Um clamor que ultrapassa Bacabal

O desaparecimento das crianças ultrapassou os limites do município e tem mobilizado cristãos de diversas regiões, que seguem unidos em oração. Igrejas, famílias e intercessores continuam clamando para que Deus guarde a vida dos pequenos e conduza os socorristas até eles.

Enquanto as buscas prosseguem, a fé permanece firme. Para a comunidade cristã, a certeza é uma só: Deus continua no controle, e a oração segue sendo uma poderosa arma na luta pela vida de Ágatha Isabelly e Allan Michael.