Evangelista acredita que os problemas enfrentados pelos EUA têm origem espiritual
Quinta, 15 de Janeiro de 2026
Márcia Pinheiro
Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O reverendo Franklin Graham convocou os americanos a se unirem a ele em um “tempo de oração e arrependimento” nesta semana, alertando que os Estados Unidos vivem um momento crítico em meio a um cenário de instabilidade política e social.
Em uma publicação nas redes sociais feita na segunda-feira, Graham — presidente da Samaritan’s Purse e da Associação Evangelística Billy Graham — anunciou um momento especial de oração.
“Se você acha que nossa nação já está em apuros agora, espere para ver”, escreveu o líder evangélico, de 73 anos, filho do renomado evangelista Billy Graham. “Enquanto nossas ruas fervilham de ódio, raiva, crime, drogas e pura desesperança, existe algo que possamos fazer?”
O próprio Graham respondeu à pergunta: “Pode apostar que sim”. Segundo ele, os problemas enfrentados pelo país têm origem espiritual. “Como nação, nossos pecados são imensos. Temos nos afastado cada vez mais de Deus e de Seus mandamentos, abraçando um secularismo ímpio. Precisamos pedir Seu perdão e buscar Sua face”, afirmou.
O apelo ocorre em meio a protestos registrados após a morte de Renee Good, baleada por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), na semana passada. Diante da tensão nas ruas, Graham pediu que os americanos “orem por nossos líderes e peçam a Deus que traga calma às nossas cidades”.
“Há muitos que desejam causar tumulto — e até mesmo destruir este grande país”, acrescentou. “Orem para que esses esforços sejam frustrados e seus planos desfeitos. Peçam a Deus que use Sua Igreja como instrumento de paz neste momento de grande incerteza.”
Ao concluir a publicação, o evangelista reforçou o convite para que as pessoas “parem e orem” na quarta-feira ao meio-dia. “Milhões de pessoas que reconhecerem seus pecados, pedirem perdão, se arrependerem e buscarem a face de Deus farão a diferença”, escreveu.
O chamado nacional à oração acontece poucos dias depois de Graham afirmar, em outra publicação, que os protestos contra operações de fiscalização da imigração estariam sendo “sustentados pela esquerda socialista radical”, cujo objetivo, segundo ele, seria transformar os Estados Unidos em um país semelhante à Venezuela.
Ele também criticou palavras de ordem entoadas por manifestantes, classificando-as como “inacreditáveis”, incluindo gritos como “Salvem uma vida, matem o ICE!” e pedidos de violência contra a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem.
“Mentir, roubar e trapacear — nada parece ser proibido na busca pelo poder”, alertou Graham. “Infelizmente, muitas pessoas que participam desses protestos não percebem que estão sendo usadas como peões.”
Renee Good foi morta na última quarta-feira, em Minneapolis, no estado de Minnesota. O governo Trump afirma que o agente do ICE agiu em legítima defesa, citando imagens que mostram Good dirigindo o veículo em direção ao oficial. Críticos, no entanto, contestam essa versão e alegam uso excessivo da força, afirmando que a vítima não representava ameaça.
Em comunicado, Franklin Graham lamentou a morte de Good. “É trágico que Renee Good tenha sido morta ontem em Minneapolis. Orem por sua família e entes queridos”, escreveu. Ele também destacou a importância de obedecer às autoridades. “Se mandarem você levantar as mãos, levante; se mandarem sair do carro, saia. Questione depois nos tribunais. Não vale a pena correr o risco de se ferir.”





