Atenção deve ser redobrada entre os grupos considerados mais vulneráveis
Sexta, 05 de Junho de 2026
Márcia Pinheiro
Imagem: Ilustrativa / Freepik
Com a chegada das estações mais frias do ano, aumenta a preocupação com as doenças respiratórias. As baixas temperaturas, associadas às mudanças bruscas de clima e à redução da umidade do ar, favorecem a circulação de vírus e bactérias, elevando a procura por atendimento médico e os casos de internação.
De acordo com especialistas, um dos principais fatores para o aumento das infecções respiratórias está relacionado ao comportamento das pessoas durante o período de frio. A permanência por mais tempo em ambientes fechados e com pouca ventilação facilita a transmissão de agentes infecciosos. Além disso, o ar mais seco pode comprometer os mecanismos naturais de defesa das vias respiratórias.
Entre os problemas de saúde mais comuns nesta época do ano estão gripes, resfriados, sinusites, bronquiolites em crianças e o agravamento de doenças respiratórias crônicas, como asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Também são frequentes as crises de rinite alérgica, favorecidas pelas mudanças climáticas e pela permanência prolongada em locais fechados.
A atenção deve ser redobrada entre os grupos considerados mais vulneráveis, como crianças, idosos, gestantes, pessoas imunossuprimidas e pacientes com doenças crônicas, incluindo diabetes e problemas cardiovasculares. Nesses casos, as infecções respiratórias podem evoluir para quadros mais graves e demandar acompanhamento especializado.
Especialistas destacam que medidas simples podem ajudar a reduzir significativamente o risco de adoecimento. Entre as recomendações estão manter a vacinação em dia, higienizar as mãos com frequência, garantir a ventilação dos ambientes, ingerir líquidos regularmente e adotar hábitos de vida saudáveis.
A vacinação é apontada como uma das principais formas de prevenção, pois contribui para que o sistema imunológico reconheça e combata agentes infecciosos de maneira mais eficiente, diminuindo o risco de complicações, hospitalizações e mortes.
Também é importante ficar atento aos sinais de alerta. Febre persistente, falta de ar, dificuldade para respirar, dor no peito, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou piora significativa dos sintomas exigem avaliação médica. Segundo especialistas, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações e garantir o tratamento adequado.
