Parlamentares consideram apresentação na Marquês de Sapucaí um desrespeito à família e aos valores cristãos
Segunda, 16 de Fevereiro de 2026
Márcia Pinheiro
Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Uma ala da escola de samba Acadêmicos de Niterói gerou forte repercussão ao apresentar, no último domingo (15), uma alegoria que colocava a chamada “família tradicional” — representada por um casal heterossexual com filhos — dentro de uma lata de conserva. O desfile, realizado na Marquês de Sapucaí, integrou a programação do grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro.
Na mesma encenação, também foram exibidas figuras associadas a evangélicos, militares e mulheres brancas. Parlamentares e lideranças conservadoras reagiram, afirmando que a apresentação ultrapassou os limites da sátira e atingiu diretamente a fé cristã e os valores familiares.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, declarou que pretende acionar a Justiça, classificando a representação como preconceito religioso. A deputada federal Caroline de Toni também criticou o ato, afirmando que a encenação teria como alvo as famílias e os valores conservadores.
O deputado estadual Fabio Silva, do Rio de Janeiro, que também é diretor da Rádio Melodia e presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Alerj, manifestou-se nas redes sociais. Em publicação no Instagram, ele repudiou a apresentação e afirmou que a fé cristã e a família não podem ser tratadas com escárnio em nome da arte ou da política.
O senador Sérgio Moro também se posicionou, criticando o desfile e destacando que manifestações culturais não devem promover ataques à religião ou aos valores de parcela significativa da população.
Nas redes sociais, outras manifestações ressaltaram que a liberdade artística não pode ser usada para desrespeitar a fé de milhões de brasileiros.
Questionamentos jurídicos
O Partido Novo anunciou que ingressará na Justiça Eleitoral para pedir a inelegibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após a homenagem feita pela escola de samba.
O senador Flávio Bolsonaro também criticou o episódio, acusando o presidente de utilizar recursos públicos para promoção pessoal antecipada.
Antes do desfile, o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou, por unanimidade, um pedido do Novo que buscava impedir a homenagem, sob alegação de propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região também negou solicitação para proibir a apresentação.
Até o momento, a escola de samba não se pronunciou oficialmente sobre as críticas.





