Apesar da nova cobrança, produtos estratégicos da pauta de exportação brasileira ficaram fora da lista de itens tarifados
Quinta, 16 de Julho de 2026
Márcia Pinheiro
Imagem: Ilustrativa / Magnific
Os Estados Unidos confirmaram a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros e afirmaram que a decisão foi motivada pela postura do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas negociações comerciais.
Em publicação nas redes sociais, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acusou Lula de colocar "o próprio ego" acima de um acordo que beneficiaria a população brasileira. Segundo ele, o governo brasileiro não negociou de boa-fé e adota políticas econômicas que seriam "ruins para os americanos e ruins para os brasileiros".
Além das críticas políticas, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) justificou a medida alegando que o Brasil mantém práticas que dificultam o acesso de empresas americanas ao mercado brasileiro. Entre os pontos citados estão barreiras comerciais, falhas na proteção da propriedade intelectual, dificuldades para exportação de etanol, decisões judiciais envolvendo plataformas digitais, o sistema de pagamentos PIX e o desmatamento ilegal na Amazônia.
O USTR informou que a investigação comercial durou um ano e foi realizada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A tarifa passa a valer em 22 de julho.
Apesar da nova cobrança, produtos estratégicos da pauta de exportação brasileira, como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose, ficaram fora da lista de itens tarifados. O governo americano também sinalizou que poderá adotar novas medidas caso o Brasil responda com retaliações comerciais.
